
“É incompreensível”, desabafou Élio Maia ao falar, segunda-feira à tarde, durante a reunião pública da Câmara realizada na Junta de Freguesia de Aradas onde o assunto foi levantado por um morador.
Para o edil, que assumiu funções em Outubro passado, o planeamento “funciona em ponto morto ou marcha atrás”.
A aprovação do Plano de Urbanização (PU), que está em elaboração há oito anos, tem sido outra dor de cabeça.
“A nossa vontade era acelerar tudo, mas o planeamento deixou de ser imaginação e inovação e passou a ser cada vez mais um compêndio legalista. É desesperante”, lamentou Élio Maia que tem-se desdobrado em reuniões na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) para tentar desbloquear processos.
A Câmara corre, de resto, o risco de ser obrigada a ter de esperar mais “um ou dois anos” pela aprovação final do PU já que, em princípio, terá de abrir um novo período de inquérito público de forma a analisar reclamações que foram apresentadas.
Segundo Élio Maia, está previsto fazer uma reunião já esta terça-feira para decidir o caminho a seguir. "Não aceitar as reclamações era enganar os cidadãos e respeitar o espírito do legislador", justificou.